Pacientes com doenças da tireóide com aumento da produção hormonal (hipertireoidismo) podem apresentar, entre outros sintomas, alterações oftalmológicas

O que é
Pacientes com doenças da tireóide com aumento da produção hormonal (hipertireoidismo) podem apresentar, entre outros sintomas, alterações oftalmológicas. Estas alterações ocorrem devido ao aumento do volume dos músculos que comandam a movimentação dos olhos e aumento do volume de gordura dentro da órbita*.

*Órbita – cavidade óssea que contém várias estruturas responsáveis pela função visual, como o globo ocular, nervo óptico, nervos e músculos responsáveis pela movimentação dos olhos, glândula lacrimal e gordura que envolve estas estruturas.

Sintomas
Os pacientes apresentam exoftalmia (“olhos esbugalhados”) como principal sintoma. Fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), lacrimejamento, e visão dupla são frequentemente encontrados. Dependendo da gravidade do quadro, o paciente pode evoluir com perda visual e evolução rápida ou lenta.

Formas de Tratamento
O primeiro e mais importante passo consiste na normalização dos níveis dos hormônios produzidos pela tireóide. Adicionalmente, uso de corticóide por um período limitado pode trazer algum benefício em alguns casos.
Após os primeiros meses após redução dos níveis dos hormônios da tireóide, os sintomas oftalmológicos podem apresentar uma significativa melhora, uma melhora apenas parcial ou não apresentar nenhuma melhora.
Nos últimos dois casos, tratamento adicional pode ser indicado.
As duas principais opções são:

  • Radioterapia – Apresentam na maioria das vezes resultados limitados e as maiorias dos sintomas tendem a persistir após o tratamento.
  • Cirurgia – É o tratamento de escolha e permite significativa melhora dos sintomas após o tratamento.

Indicação Cirurgica

A cirurgia pode ser indicada pelos seguintes motivos:

  • Motivos estéticos
  • Dor e desconforto visual
  • Visão dupla
  • Perda visual (nestes casos a cirurgia deve ser realizada com urgência).

Técnicas Cirurgicas

Na cirurgia é realizada uma descompressão orbitária, através da abertura de 2 a 3 paredes da órbita.
As técnicas minimamente invasivas são preferidas pela nossa equipe, por diminuírem os riscos do procedimento e permitirem uma rápida recuperação do paciente.

Os principais acessos são:

1) Acesso sublabial (incisão abaixo do lábio superior)
2) Acesso transconjuntival (via através da conjuntiva palpebral)
3) Acesso transcraniano minimamente invasivo

O tipo de acesso é decidido caso a caso, de acordo com o motivo da indicação cirúrgica, idade do paciente e grau de exoftalmia.