Desde o início, superação e busca do melhor
A história da Clínica Neurológica se confunde com a história de dois profissionais que, desde o início, foram movidos pelo desafio. Ronald Moura Fiúza e Djalma Starling Jardim completavam em 1973 a residência médica em um dos melhores serviços do Brasil, em Belo Horizonte. 
“Sonhávamos alto, nosso desejo era encontrar um lugar que nos oferecesse condições de montar um serviço que viesse a ser um dos melhores”, conta Fiúza. Joinville apareceria como o caminho ideal para os jovens altruístas médicos, pois a cidade passava naquele momento por importante período de desenvolvimento.
A inauguração de uma nova ala do Hospital Municipal São José seria o impulso necessário para que os dois amigos viessem para ficar. “Ainda por cima, Joinville fica pertinho do mar, o que é irresistível para os mineiros. Foi amor à primeira vista”, confidencia.
Na chegada a Joinville, os dois amigos deram início ao projeto. O primeiro passo seria consolidar um forte espírito de equipe, condição essencial para uma neurocirurgia de qualidade. “Djalma e eu estudamos juntos desde a faculdade e nos entendíamos bem, o que facilitou tudo. Queríamos também aprofundar nossa formação médica. Já no ano seguinte, parti para a Alemanha, permanecendo cerca de dois anos”.
Depois disso, conta Fiúza, se integrariam à equipe Paulo de Tarso Chaves de Miranda e Edwin Schossland. Djalma também buscou conhecimento internacional, optando pela França, enquanto Edwin iria para a Espanha. “Nós quatro conseguimos formar uma equipe sólida, com os olhos voltados para a qualidade e o desenvolvimento. Nunca mais paramos”. O conhecimento motiva a equipe até os dias atuais, assinala Ronald Fiúza: “hoje temos vários colegas fazendo mestrado ou doutorado”.
Para o diretor técnico Djalma Starling Jardim, um dos diferenciais importantes que a clínica traz desde o início de suas atividades é a busca da atualização constante. “Qualquer empreendimento só dá certo se tiver uma equipe homogênea e integrada no aspecto técnico e financeiro.

“Nós sempre tivemos em mente que as oportunidades de crescimento devem ser iguais para todos, no mesmo nível das responsabilidades e do envolvimento com a comunidade”.
Neste sentido, ele destaca a preocupação em melhorar o padrão de atendimento médico no município, através do envolvimento em projetos como o da construção do Hospital Regional, ou na gestão do Hospital São José.
“O Regional foi gestado para dar vazão ao avanço médico que Joinville experimentava na época. A cidade precisava de melhor estrutura e um grupo de pessoas tinha essa percepção”.
Sobre os 35 anos da Clinica Neurológica, Djalma diz que houve muitas conquistas. “A Clínica vem ajudando muito a medicina de Joinville. Mas ainda é preciso aprender muito na área médica de Joinville, é preciso buscar mais conhecimento e pensar em projetos que beneficiem toda a comunidade”, completa.
HOMENAGEM - O amigo que deixou saudades
Um capítulo especial da história da Clínica Neurológica é reservado a Paulo de Tarso Chaves de Miranda, médico que fez parte da diretoria até sua morte prematura.
Deixou saudades e o exemplo de compromisso com a saúde, além de valorosa marca como humanista.
"Quando cheguei a clínica, Paulo era responsável pela gestão administrativa. Um profissional exemplar, que compartilhou todo o conhecimento e nos deu tranquilidade para iniciarmos a gestão que hoje nós temos. Era um homem simples, mas extremamente humano, que ocupou um papel decisivo para o sucesso da clínica em momento em que tínhamos os dois diretores atuando na saúde pública", destaca Edwin Schossland.
Conta que Paulo de Tarso deu ênfase ao atendimento comunitário, levando os recursos da neurologia avançada e principalmente carinho aos pacientes mais humildes.
Em reconhecimento, a UTI Neurocirúrgica do Hospital Municipal São José leva o nome de Paulo de Tarso.